Fatores de desequilíbrio
Muito se esperava de Ronaldinho, Rooney, Totti, Ibrahimovic e Riquelme. Nenhum deles correspondeu às expectativas, e tiveram atuações apenas regulares. Nota-se que todos são jogadores de ataque, dos quais se esperava magia, gols e grandes atuações. Desses cinco jogadores citados, apenas um continua no Mundial: Totti. Não que Il Capitano tenha feito por merecer, mas seus companheiros trataram de jogar aquilo que ele não jogou e estão na final. De maneira geral, pode-se dizer que nenhum jogador de ataque brilhou intensamente nesse Mundial.
Então, aonde estão os destaques? Estão no meio-campo! Todas as quatro equipas que chegaram às semi-finais têm grandes destaques atuando por aquela área do campo. Maniche por Portugal, Pirlo pela Itália, Frings pela Alemanha e Vieira pela França. Além destes, ainda destaco, entre os eliminados, o jovem equatoriano Valencia, o miúdo-maravilha do Arsenal, Césc Fabregas e o ganês Essien. A parte interessante consiste no fato de todos esses jogadores terem características muito parecidas. Têm um papel defensivo muito importante, fazendo a contenção à frente dos defesas, são os organizadores nos contra-ataques e chegam ao ataque com eficiência. São os jogadores que agradam qualquer treinador, sempre dispostos a ajudar em todas as partes do campo, são praticamente completos.
Este Mundial vem para confirmar a tendência de que médios centrais com estas características são cada vez mais importantes no futebol atual. Talvez pelo fato destas seleções citadas jogarem em um 4-4-2, estes jogadores têm papel decisivo no bom desempenho de sua selecção. Defensivamente, eles têm a missão de impedir os avanços dos médios centrais adversários e auxiliar os defesas na marcação dos avançados. Durante a transição defesa-ataque, quase sempre são os responsáveis por distribuir a bola, especialmente para os flancos e fazer com que essa transição seja a mais rápida e eficiente possível, sempre tentando encontrar o adversário num momento vulnerável. No âmbito ofensivo, suas chegadas são um fator diferencial, pois chegam em condições de rematar de frente para a baliza ou efetuar um passe decisivo, deixando um companheiro em condições de marcar.
Porém, há algumas diferenças entre este grupo de jogadores. Fabregas, Maniche, Pirlo e Valencia são os que têm melhor poder ofensivo, especialmente rematando ou dando assistências. Fabregas é um grande distribuidor de jogo, sempre fazendo a transição de maneira perfeita. Já Maniche parece estar em todas as partes do gramado, com passes precisos e remates sempre perigosos, além de chegar de trás, surpreendendo os defesas, como fez contra a Holanda. Pirlo é um dos melhores jogadores deste Mundial, com um toque de bola refinado, raramente erra um passe, exímio cobrador de livres e com enorme capacidade de assistir seus companheiros, como no primeiro gol contra a Alemanha. Já Valencia não tem toda essa categoria no manejo do esférico, mas compensa com grande capacidade física e chegadas perigosas, quase sempre rematando. Seu bom desempenho foi reconhecido e é um dos finalistas no prêmio de Melhor Jogador Jovem do Mundial, concedido pela FIFA.
Frings, Vieira e Essien fazem parte de um grupo cuja maior especialidade é defender. Frings esteve em grande forma no Mundial, exercendo papel fundamental para o bom desempenho do conjunto alemão. Além de desarmar com grande precisão, auxilia muito bem Schneider pelo lado direito e tem um bom remate à média/longa distância. Sua suspensão foi um fator decisivo para a eliminação alemã e com ele em campo, a história teria sido outra. Vieira não começou muito bem na Alemanha, mas juntamente com o resto da selecção francesa, subiu de rendimento consideravelmente após os oitavos-de-final. Todos nós conhecemos sua grande presença no meio-campo, marcando, desarmando e distribuindo. Contra o Brasil teve importante papel ofensivo, causando problemas à defesa brasileira, ao avançar de maneira inesperada. Michael Essien, o astro ganês, esteve praticamente a carregar sua selecção nas costas. Com grande vigor físico, teve grandes atuações neste Mundial. Assim como Frings, teve que cumprir suspensão em uma partida decisiva e não pôde ajudar seus colegas à passar aos quartos.
Então, aonde estão os destaques? Estão no meio-campo! Todas as quatro equipas que chegaram às semi-finais têm grandes destaques atuando por aquela área do campo. Maniche por Portugal, Pirlo pela Itália, Frings pela Alemanha e Vieira pela França. Além destes, ainda destaco, entre os eliminados, o jovem equatoriano Valencia, o miúdo-maravilha do Arsenal, Césc Fabregas e o ganês Essien. A parte interessante consiste no fato de todos esses jogadores terem características muito parecidas. Têm um papel defensivo muito importante, fazendo a contenção à frente dos defesas, são os organizadores nos contra-ataques e chegam ao ataque com eficiência. São os jogadores que agradam qualquer treinador, sempre dispostos a ajudar em todas as partes do campo, são praticamente completos.
Este Mundial vem para confirmar a tendência de que médios centrais com estas características são cada vez mais importantes no futebol atual. Talvez pelo fato destas seleções citadas jogarem em um 4-4-2, estes jogadores têm papel decisivo no bom desempenho de sua selecção. Defensivamente, eles têm a missão de impedir os avanços dos médios centrais adversários e auxiliar os defesas na marcação dos avançados. Durante a transição defesa-ataque, quase sempre são os responsáveis por distribuir a bola, especialmente para os flancos e fazer com que essa transição seja a mais rápida e eficiente possível, sempre tentando encontrar o adversário num momento vulnerável. No âmbito ofensivo, suas chegadas são um fator diferencial, pois chegam em condições de rematar de frente para a baliza ou efetuar um passe decisivo, deixando um companheiro em condições de marcar.
Porém, há algumas diferenças entre este grupo de jogadores. Fabregas, Maniche, Pirlo e Valencia são os que têm melhor poder ofensivo, especialmente rematando ou dando assistências. Fabregas é um grande distribuidor de jogo, sempre fazendo a transição de maneira perfeita. Já Maniche parece estar em todas as partes do gramado, com passes precisos e remates sempre perigosos, além de chegar de trás, surpreendendo os defesas, como fez contra a Holanda. Pirlo é um dos melhores jogadores deste Mundial, com um toque de bola refinado, raramente erra um passe, exímio cobrador de livres e com enorme capacidade de assistir seus companheiros, como no primeiro gol contra a Alemanha. Já Valencia não tem toda essa categoria no manejo do esférico, mas compensa com grande capacidade física e chegadas perigosas, quase sempre rematando. Seu bom desempenho foi reconhecido e é um dos finalistas no prêmio de Melhor Jogador Jovem do Mundial, concedido pela FIFA.
Frings, Vieira e Essien fazem parte de um grupo cuja maior especialidade é defender. Frings esteve em grande forma no Mundial, exercendo papel fundamental para o bom desempenho do conjunto alemão. Além de desarmar com grande precisão, auxilia muito bem Schneider pelo lado direito e tem um bom remate à média/longa distância. Sua suspensão foi um fator decisivo para a eliminação alemã e com ele em campo, a história teria sido outra. Vieira não começou muito bem na Alemanha, mas juntamente com o resto da selecção francesa, subiu de rendimento consideravelmente após os oitavos-de-final. Todos nós conhecemos sua grande presença no meio-campo, marcando, desarmando e distribuindo. Contra o Brasil teve importante papel ofensivo, causando problemas à defesa brasileira, ao avançar de maneira inesperada. Michael Essien, o astro ganês, esteve praticamente a carregar sua selecção nas costas. Com grande vigor físico, teve grandes atuações neste Mundial. Assim como Frings, teve que cumprir suspensão em uma partida decisiva e não pôde ajudar seus colegas à passar aos quartos.


3 Comments:
Vieira tem outra vantagem, é muito forte nos lances de bola parada, marcando golos e ganhando muitos ressaltos assim. Para além disso, tem mais presença que qualquer um dos jogadores que citaste. Para um atacante ou médio, mete muito mais respeito (medo) dar de caras com Vieira.
Creio que se o Mineiro tivesse chegado na condição de titular, com certeza receberia menção no teu texto. Maniche joga muito, muito! Meu volante preferido. Mas, uma observação: Portugal não joga num 4-4-2 muito definido não. Costinha é o cão-de-guarda. Maniche, segundo volante com características bem ofensivas, me lembra o Vagner dos velhos tempos (e sem a marra, claro). O deco é o meia técnico e Figo o cérebro. A questão é que Figo não é bem definido como meia, chega no ataque também. E Cristiano Ronaldo também não é somente atacante, busca o jogo atrás. Parece-me que os portugueses jogam mais num 4-3-3 que se transforma num 4-4-2. Pena que Nuno Valente é muito, muito limitado.
Heitor, tens razão. generalizei quando disse que estas equipas jogam num 4-4-2. Portugal joga num 4-5-1 (ou 4-2-3-1), ao estilo de Chelsea e Barcelona. comparando com o Chelsea, diria que Costinha é o Makelele, Maniche é o Essien (só que com mais liberdade), Figo é o Joe Cole, C. Ronaldo é o Duff e Pauleta é o Drogba. uma diferença é que C. Ronaldo e Figo se alternam nos flancos, coisa que não acontece no Barça ou no Chelsea.
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