02 julho 2006

Algumas considerações

Faltou atitude...

A verdade é que o Brasil nunca foi uma equipa. Podia dizer-se que era o país que reunía as maiores estrelas do futebol mundial, que era o favorito a ganhar, que era aquele que estava mais perto de praticar o utópico futebol-arte, mas hora nenhuma se pôde dizer que aquele punhado de craques era uma equipa. Não demonstraram isso durante todo o tempo em que o sr. Parreira esteve no comando. Sou daqueles que acreditam que ele está mais para filósofo do que para treinador, ao menos de seleções.

Treinar uma seleção nacional envolve muito mais do que pura tática. O fator preponderante, especialmente em uma competição curta como o Mundial, é a motivação. A tática os jogadores já sabem mais do que qualquer um, pois convivem com os grandes estrategistas do futebol durante toda a temporada e sabem exatamente o que fazer. O segredo, penso eu, é fazer o jogador entender que está vestindo as cores da sua pátria, e ao momento em que pisa no relvado, ele vira um guerreiro em defesa de seu povo, e não um pequeno ponto no quadro tático de seu treinador. De que importa a tática, se não há atitude?

Foi isso que faltou ao Brasil: atitude. Em todos os intermináveis programas futebolísticos, só se falava do posicionamento de Ronaldinho, das bolhas de Ronaldo, do quadrado 'mágico', da entrada de Juninho, da lesão de Robinho, do corte de cabelo de Dida e todo esse tipo de besteira. Quando perguntado aonde Ronaldinho deveria jogar, o jornalista Paulo Vinícius Coelho respondeu: 'em qualquer lugar, contanto que ele tenha atitude'. Está tudo dito, não há o que argumentar. E ainda querem comparar esse jogador de comerciais com um certo argentino, que numa equipa muito inferior, assumiu a responsabilidade, fez gol de mão e levou seu país à glória...

Outro fato que chamou minha atenção foi a reação dos brasileiros ao final da partida. Ao invés de caras tristes e fechadas, pareciam mais preocupados em felicitar Zidane. É fato que o francês merece, mas se os brasileiros não estavam tristes com a derrota, que ao menos fingissem! Ao ver a reação daqueles jogadores, veio à minha cabeça a imagem dos portugueses comemorando a vitória contra a Inglaterra, passando a nós toda a emoção que sentiam naquele momento. Que saudade que tenho do Scolari. Esse sim, é um grande treinador de selecções!

Quanto à partida em si, não há nada mais que falar. De que adianta termos craques aos montes se somente um foi suficente para nos bater. Zidane foi a grande figura da partida, com toda aquela elegância com que conduz o esférico. Me parece que os defensores brasileiros também estavam impressionados com a dita elegância do francês e decidiram não incomodá-lo. Lúcio só se importava em quebrar o recorde de mais jogos sem faltas, Juan se importava com Henry, Cafú não se importava com nada e Roberto Carlos, só pensava em ajeitar seus meiões. Ao Roberto, deixo uma nota: sorte tua que não és colombiano!

Saibam que Portugal tem minha torcida contra os franceses e quem mais vier pela frente.

PS: Ricardo é o maior guarda-redes de todos os tempos.

1 Comments:

Blogger dezazucr falou...

sinceramente acreditei que o BRasil entrasse em campo de forma diferente, dado que tinha perdido uma copa para a frança, podia ser que puxassem do brio... tal não aconteceu.

É pena pois acredito que portugal ganharía ao brasil. Já quanto à frança... é superior a portugal, muito dificilmente portugal ganha.

9:25 da manhã  

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