24 julho 2006

O Plano do Presidente


Posso dizer que foi, no mínimo, surpreendente. Porém, ao olharmos para a situação já feita, não é de se estranhar tanto assim. Ninguém sequer mencionava o nome do 'capitão do tetra', Dunga entre os prováveis sucessores do Sr. Parreira. Mas assim foi.

É da sabedoria de todos a forte influência que o digníssimo Sr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, exerce no seleccionado canarinho. Depois do fracasso no Mundial 2006, com denúncias e críticas a sair de toda a parte, os homens do poder decidiram que era hora de mudar. Ou, ao menos, decidiram que era hora de parecer que estavam a mudar. Trocaram algumas palavrinhas com o Sr. Parreira, já que não eram necessários longas conversas para convencê-lo de que seu tempo à frente da selecção já havia passado, da mesma maneira que Henry passou pelos defensores brasileiros ao anotar o gol da desclassificação verde e amarela. Ao mister, só restou abaixar a cabeça, como fez Roberto Carlos.

Página virada, era a hora de escolher um novo 'comandante' para o avariado barco brasileiro. O Sr. Presidente reuniu-se com seus acessores e formulou um plano. Teria de ser alguém novo, inesperado, que tivesse credibilidade com a torcida, mas que aceitasse sugestões de superiores no seu trabalho. Após muito pensar, o Sr. Teixeira chegou ao nome ideal. Dunga! Preenche com louvor todos os requisitos. Não tem absolutamente nenhuma experiência como treinador, não estava entre os prováveis candidatos de acordo com a imprensa, tinha uma imagem respeitável com a torcida, imagem de um lutador, guerreiro em campo e líder. Como todo novato que recebe uma oportunidade destas, Dunga não iria querer desapontar o chefe que lhe proporcionou essa chance. Pronto, aí está o último requisito.

Depois de chegar ao nome, o Sr. Teixeira conversou com o novo técnico alguns pequenos detalhezinhos, coisa pouca, duas horas de conversa resolveram tudo, apenas pra se certificar que tudo correria à sua maneira. Uma boa idéia seria que o novato, ao ser apresentado, chegasse com um discurso de renovação. 'Pera lá, não pode ser uma renovação rápida e inquisitória, como quer o povo', deve ter exclamado o presidente. Tem que ser algo gradual, para que não hajam pressões por parte da opinião pública, algo que deve ser feito 'com critérios'. Para atrair a confiança de todos, o 'capitão do tetra' também deve incluir em seu discurso, palavras de motivação, vibração e que ele traria para o comando da selecção toda a vontade que tinha nos relvados. Plano executado com perfeição: alegria e alívio do presidente, curiosidade e entusiasmo da população e desconfiança da imprensa (a parte que ainda tem opinião própria, quero dizer, que não mantém com o Sr. Teixeira nenhuma relação profissional).

A
gora, só nos resta esperar. Ainda que pense que Dunga não nos levará à lugar algum, ele tem minha torcida.

19 julho 2006

Feliz Temporada Nova!


Aqui estou eu, preparando-me para mais uma época que está por vir. Prometo à vocês, fiéis leitores, uma maior e mais consistente participação ao longo da temporada, sempre tentando dar o meu melhor. Uma boa época, para todos, é o que desejo.

Saudações

09 julho 2006

Tu mereces, Cannavaro


Não foi um grande jogo do ponto de vista técnico, e isso é fato. Porém, ao olharmos o aspecto tático da partida, vemos muita inteligência estratégica em ambas as equipes. Tanto Domenech quanto Lippi alinharam suas equipes em um 4-5-1, com algumas diferenças notáveis.

França
Pirlo, o alvo

Ao traçar sua estratégia de marcação, Domenech baseou toda sua armação defensiva em cima da marcação de um jogador italiano: Andrea Pirlo. Durante todo o Mundial, o camisa 21 esteve a provar que era um fator preponderante para o sucesso da Squadra Azzurra e o técnico francês viu que, para dificultar a vida de Pirlo, seu time teria de pressioná-lo. Ao vir buscar a bola dos defesas, Pirlo se encontrava em uma situação difícil, pois sempre tinha Zidane ou Henry lhe pressionando e diminuindo seus espaços. Com isso, tinha de soltar a bola rapidamente para as laterais, outro ponto forte italiano. Porém, Domenech também tratou de exercer uma marcação dura sobre Grosso e Zambrotta, e assim a saída de bola italiana ficou muito prejudicada. Ao anular o jogo ofensivo italiano, a França também abdicou um pouco de seu jogo ofensivo. Malouda e Ribéry não tinham tanta liberdade, pois tinham que cumprir seu papel na marcação aos defesas laterais e Zidane tinha que voltar até o círculo central, para recompor o meio-campo francês. Porém, à metade do primeiro tempo, os franceses relaxaram mais na marcação e liberaram mais Malouda e Ribéry.

Malouda, a válvula de escape

Com forte marcação italiana em cima de Zidane, o time francês foi obrigado a jogar mais pelo flancos, com os velozes Malouda e Ribéry. Esses dois, que foram as principais figuras do primeiro tempo, levaram algum perigo à baliza defendida por Buffon e imprimiram muita movimentação no ataque francês. Foi em uma dessas subidas de Malouda pela esquerda aos 6 minutos, numa falha de posicionamento de Cannavaro (talvez a única deste Mundial), que o camisa 7 francês foi derrubado na área por Materazzi e sofreu pênalti. Zidane converteu e colocou os franceses em vantagem. Após sofrer o gol de empate, os franceses foram mais ao ataque, sempre jogando pelos lados do campo, se aproveitando da falha da marcação italiana, que se concentrava na área central do campo.

Henry, a figura do segundo tempo

Ao ver os italianos abdicando do jogo ofensivo no início da segunda etapa, Domenech mandou sua equipa à frente. E assim fizeram, com grande participação de Henry. O jogador do Arsenal se movimentou bastante, criando opções de ataque e combinando bem com Zidane, Malouda e Ribéry. Talvez com um pouco mais de organização a França tivesse chegado ao gol de desempate, mas com grande atuação de Materazzi e Cannavaro, sempre paravam na defensiva italiana. A chance mais clara foi a cabeçada de Zidane, bem defendida por Buffon. Hoje Henry não esteve tão isolado quanto em outros jogos e seu desempenho foi bem melhor, ainda que tenha pecado em algumas finalizações.

O erro de Domenech

Ao fim do segundo tempo a França tinha o total domínio da partida. Com uma boa movimentação de ataque e variação de jogadas, o gol seria uma questão de tempo. Porém, um erro de Domenech colocou tudo em risco. Após 100 minutos de muita correria, Scarface Ribéry estava exausto e teve que ser substituído. Ao invés de colocar Govou ou Wiltord e manter sua estratégia de rapidez no ataque, sem um homem fixo na área, Domenech colocou Trezeguet. Malouda veio ocupar o lugar de Ribéry na extrema direita, Henry tomou o lugar de Malouda na esquerda e Trezeguet entrou como ponta de lança. O camisa 20 não fez absolutamente nada nos 20 minutos que esteve em campo e por azar, ainda perdeu um pênalti. Logo depois, aos 2 minutos do segundo tempo do prolongamento, o técnico francês foi obrigado a tirar Henry, que não aguentava mais andar. Colocou Wiltord, que ocupou seu lugar no flanco esquerdo. O certo teria sido trocar Ribéry por Wiltord aos 100' e Trezeguet por Henry aos 107'. A diferença consiste justamente no intervalo de tempo. Esses 7 minutos foram decisivos e, se jogados com a mesma estratégia ofensiva do segundo tempo, o gol francês certamente teria saído.



Itália

In Cannavaro we trust


Assim como Domenech, Lippi baseou sua estratégia defensiva em um jogador: Zidane. Ao contrário da França, a marcação italiana era quase inexistente no seu campo de ataque, mas a partir do momento em que os franceses ultrapassavam o meio-campo, apareciam italianos de todos os lados para roubar a bola. Ao mesmo tempo em que anulava totalmente Zidane, a Itália dava espaço aos extremos franceses, que partiam pra cima de Grosso e Zambrotta com toda a liberdade. Analisando a decisão de Lippi mais profundamente, pode-se dizer que foi muito inteligente. Aproveitando-se do fato de que os franceses jogam sem um homem de área (como Toni, por exemplo), Lippi preferiu priorizar a marcação em Zidane, sabendo que ao dar espaços aos extremos, poderia confiar em sua dupla de centrais que está a atravessar um momento excepcional. Cannavaro e Materazzi foram dominantes no jogo aéreo, além de fazerem importantes intervenções rasteiras, quando necessário. O central da Juventus é, de fato, o grande jogador deste Mundial.

Trabalho ofensivo da Itália, em 6 linhas

Após sofrer um gol aos 7 minutos, a Itália colocou os nervos no lugar e organizou seu jogo ofensivo. Utilizando-se dos avanços de Grosso pela esquerda, se aproveitando da marcação fraca de Ribéry e Camoranesi pela direita, os italianos começaram a assustar Barthez. Aos 19', canto cobrado por Pirlo, cabeçada certeira de Materazzi, e empate italiano. Logo depois, em outro canto, Toni acertou o travessão. Depois disso, a França tomou as rédeas da partida e a Itália pouco produziu ofensivamente.

Os erros de Lippi

Ao ver seu time retraído, Lippi tentou mudar a situação fazendo duas subsituições. Aos 5' do segundo tempo, tirou Totti, numa noite pouco inspirada, colocando Iaquinta. Também tirou Perrota, que vinha tendo uma fraquíssima atuação e em seu lugar mandou a campo De Rossi. Com essas alterações Lippi tinha em mente tomar de volta o controle do meio-campo, passando a jogar com Gattuso postado em frente aos centrais, Iaquinta ocupando o posto de Camoranesi na direita, Pirlo posicionado no meio, ao lado de De Rossi e Camoranesi no flanco esquerdo. Toni continuava isolado no ataque, sem produzir muito. Porém, essas mudanças não tiveram o efeito desejado por Lippi e a Itália continuava a perder a batalha do meio-campo, concedendo espaços à França. Aos 41' da segunda parte, entrou Del Piero ao lugar de Camoranesi e nova alteração tática, desta vez para o 4-3-3. Iaquinta passou a jogar mais adiantado, ainda pelo lado direito, Del Piero a jogar nessa mesma área, só que pela esquerda, Toni continuava como homem de área, e formou-se uma linha de três médios defensivos à frente da área italiana. Gattuso mais pela direita, Pirlo no meio e De Rossi na esquerda. Quando não tinham a bola, Del Piero e Iaquinta voltavam até o meio-campo, mudando o esquema para um 4-5-1 bastante defensivo. Del Piero não repetiu a atuação contra a Alemanha e pouco fez no prolongamento, assim como grande parte de seus companheiros. Porém, Zidane tratou de facilitar a vida de Lippi...


A evolução tática italiana

PS: Zidane, tu podias ter terminado tua carreira da maneira mais gloriosa possível. Se continuasse em campo, creio que tua França sairia campeã e poderias se retirar do futebol levantando a taça de Campeão Mundial. Mas trataste de estragar isso e preferiste responder provocações, prejudicando teu país. Não que esse ato estúpido de hoje vá apagar tua carreira brilhante, mas manchou uma história que tinha tudo pra ser perfeita.

08 julho 2006

Recomendações


Minha torcida é portuguesa. Agora, espero que não mergulhem por todos os lados, pois futebol se joga de pé. Se continuarem com o forte desejo de fazer um gol de pênalty, lhes recomendo que tomem aulas de interpretação com o Grosso, o único que conseguiu enganar os homens do apito neste Mundial. Joguem com vontade e façam com que o capitão Figo tenha uma despedida digna e vitoriosa. Miguel está fora e fará muita falta, espero que seu substituto tenha uma atuação satisfatória. Para tal, é recomendado uma rápida ligação telefônica com o Sr. Mourinho, pois o homem sabe bem como motivar seus pupilos. Até que diria para o seleccionador colocar o número 21, mas não me canso mais com isso.

Força Portugal!

05 julho 2006

Fatores de desequilíbrio

'O Motor' Maniche: um dos grande destaques deste Mundial

Muito se esperava de Ronaldinho, Rooney, Totti, Ibrahimovic e Riquelme. Nenhum deles correspondeu às expectativas, e tiveram atuações apenas regulares. Nota-se que todos são jogadores de ataque, dos quais se esperava magia, gols e grandes atuações. Desses cinco jogadores citados, apenas um continua no Mundial: Totti. Não que Il Capitano tenha feito por merecer, mas seus companheiros trataram de jogar aquilo que ele não jogou e estão na final. De maneira geral, pode-se dizer que nenhum jogador de ataque brilhou intensamente nesse Mundial.

Então, aonde estão os destaques? Estão no meio-campo! Todas as quatro equipas que chegaram às semi-finais têm grandes destaques atuando por aquela área do campo. Maniche por Portugal, Pirlo pela Itália, Frings pela Alemanha e Vieira pela França. Além destes, ainda destaco, entre os eliminados, o jovem equatoriano Valencia, o miúdo-maravilha do Arsenal, Césc Fabregas e o ganês Essien. A parte interessante consiste no fato de todos esses jogadores terem características muito parecidas. Têm um papel defensivo muito importante, fazendo a contenção à frente dos defesas, são os organizadores nos contra-ataques e chegam ao ataque com eficiência. São os jogadores que agradam qualquer treinador, sempre dispostos a ajudar em todas as partes do campo, são praticamente completos.

Este Mundial vem para confirmar a tendência de que médios centrais com estas características são cada vez mais importantes no futebol atual. Talvez pelo fato destas seleções citadas jogarem em um 4-4-2, estes jogadores têm papel decisivo no bom desempenho de sua selecção. Defensivamente, eles têm a missão de impedir os avanços dos médios centrais adversários e auxiliar os defesas na marcação dos avançados. Durante a transição defesa-ataque, quase sempre são os responsáveis por distribuir a bola, especialmente para os flancos e fazer com que essa transição seja a mais rápida e eficiente possível, sempre tentando encontrar o adversário num momento vulnerável. No âmbito ofensivo, suas chegadas são um fator diferencial, pois chegam em condições de rematar de frente para a baliza ou efetuar um passe decisivo, deixando um companheiro em condições de marcar.

Porém, há algumas diferenças entre este grupo de jogadores. Fabregas, Maniche, Pirlo e Valencia são os que têm melhor poder ofensivo, especialmente rematando ou dando assistências. Fabregas é um grande distribuidor de jogo, sempre fazendo a transição de maneira perfeita. Já Maniche parece estar em todas as partes do gramado, com passes precisos e remates sempre perigosos, além de chegar de trás, surpreendendo os defesas, como fez contra a Holanda. Pirlo é um dos melhores jogadores deste Mundial, com um toque de bola refinado, raramente erra um passe, exímio cobrador de livres e com enorme capacidade de assistir seus companheiros, como no primeiro gol contra a Alemanha. Já Valencia não tem toda essa categoria no manejo do esférico, mas compensa com grande capacidade física e chegadas perigosas, quase sempre rematando. Seu bom desempenho foi reconhecido e é um dos finalistas no prêmio de Melhor Jogador Jovem do Mundial, concedido pela FIFA.

Frings, Vieira e Essien fazem parte de um grupo cuja maior especialidade é defender. Frings esteve em grande forma no Mundial, exercendo papel fundamental para o bom desempenho do conjunto alemão. Além de desarmar com grande precisão, auxilia muito bem Schneider pelo lado direito e tem um bom remate à média/longa distância. Sua suspensão foi um fator decisivo para a eliminação alemã e com ele em campo, a história teria sido outra. Vieira não começou muito bem na Alemanha, mas juntamente com o resto da selecção francesa, subiu de rendimento consideravelmente após os oitavos-de-final. Todos nós conhecemos sua grande presença no meio-campo, marcando, desarmando e distribuindo. Contra o Brasil teve importante papel ofensivo, causando problemas à defesa brasileira, ao avançar de maneira inesperada. Michael Essien, o astro ganês, esteve praticamente a carregar sua selecção nas costas. Com grande vigor físico, teve grandes atuações neste Mundial. Assim como Frings, teve que cumprir suspensão em uma partida decisiva e não pôde ajudar seus colegas à passar aos quartos.

02 julho 2006

Algumas considerações

Faltou atitude...

A verdade é que o Brasil nunca foi uma equipa. Podia dizer-se que era o país que reunía as maiores estrelas do futebol mundial, que era o favorito a ganhar, que era aquele que estava mais perto de praticar o utópico futebol-arte, mas hora nenhuma se pôde dizer que aquele punhado de craques era uma equipa. Não demonstraram isso durante todo o tempo em que o sr. Parreira esteve no comando. Sou daqueles que acreditam que ele está mais para filósofo do que para treinador, ao menos de seleções.

Treinar uma seleção nacional envolve muito mais do que pura tática. O fator preponderante, especialmente em uma competição curta como o Mundial, é a motivação. A tática os jogadores já sabem mais do que qualquer um, pois convivem com os grandes estrategistas do futebol durante toda a temporada e sabem exatamente o que fazer. O segredo, penso eu, é fazer o jogador entender que está vestindo as cores da sua pátria, e ao momento em que pisa no relvado, ele vira um guerreiro em defesa de seu povo, e não um pequeno ponto no quadro tático de seu treinador. De que importa a tática, se não há atitude?

Foi isso que faltou ao Brasil: atitude. Em todos os intermináveis programas futebolísticos, só se falava do posicionamento de Ronaldinho, das bolhas de Ronaldo, do quadrado 'mágico', da entrada de Juninho, da lesão de Robinho, do corte de cabelo de Dida e todo esse tipo de besteira. Quando perguntado aonde Ronaldinho deveria jogar, o jornalista Paulo Vinícius Coelho respondeu: 'em qualquer lugar, contanto que ele tenha atitude'. Está tudo dito, não há o que argumentar. E ainda querem comparar esse jogador de comerciais com um certo argentino, que numa equipa muito inferior, assumiu a responsabilidade, fez gol de mão e levou seu país à glória...

Outro fato que chamou minha atenção foi a reação dos brasileiros ao final da partida. Ao invés de caras tristes e fechadas, pareciam mais preocupados em felicitar Zidane. É fato que o francês merece, mas se os brasileiros não estavam tristes com a derrota, que ao menos fingissem! Ao ver a reação daqueles jogadores, veio à minha cabeça a imagem dos portugueses comemorando a vitória contra a Inglaterra, passando a nós toda a emoção que sentiam naquele momento. Que saudade que tenho do Scolari. Esse sim, é um grande treinador de selecções!

Quanto à partida em si, não há nada mais que falar. De que adianta termos craques aos montes se somente um foi suficente para nos bater. Zidane foi a grande figura da partida, com toda aquela elegância com que conduz o esférico. Me parece que os defensores brasileiros também estavam impressionados com a dita elegância do francês e decidiram não incomodá-lo. Lúcio só se importava em quebrar o recorde de mais jogos sem faltas, Juan se importava com Henry, Cafú não se importava com nada e Roberto Carlos, só pensava em ajeitar seus meiões. Ao Roberto, deixo uma nota: sorte tua que não és colombiano!

Saibam que Portugal tem minha torcida contra os franceses e quem mais vier pela frente.

PS: Ricardo é o maior guarda-redes de todos os tempos.