O Plano do Presidente

Posso dizer que foi, no mínimo, surpreendente. Porém, ao olharmos para a situação já feita, não é de se estranhar tanto assim. Ninguém sequer mencionava o nome do 'capitão do tetra', Dunga entre os prováveis sucessores do Sr. Parreira. Mas assim foi.
É da sabedoria de todos a forte influência que o digníssimo Sr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, exerce no seleccionado canarinho. Depois do fracasso no Mundial 2006, com denúncias e críticas a sair de toda a parte, os homens do poder decidiram que era hora de mudar. Ou, ao menos, decidiram que era hora de parecer que estavam a mudar. Trocaram algumas palavrinhas com o Sr. Parreira, já que não eram necessários longas conversas para convencê-lo de que seu tempo à frente da selecção já havia passado, da mesma maneira que Henry passou pelos defensores brasileiros ao anotar o gol da desclassificação verde e amarela. Ao mister, só restou abaixar a cabeça, como fez Roberto Carlos.
Página virada, era a hora de escolher um novo 'comandante' para o avariado barco brasileiro. O Sr. Presidente reuniu-se com seus acessores e formulou um plano. Teria de ser alguém novo, inesperado, que tivesse credibilidade com a torcida, mas que aceitasse sugestões de superiores no seu trabalho. Após muito pensar, o Sr. Teixeira chegou ao nome ideal. Dunga! Preenche com louvor todos os requisitos. Não tem absolutamente nenhuma experiência como treinador, não estava entre os prováveis candidatos de acordo com a imprensa, tinha uma imagem respeitável com a torcida, imagem de um lutador, guerreiro em campo e líder. Como todo novato que recebe uma oportunidade destas, Dunga não iria querer desapontar o chefe que lhe proporcionou essa chance. Pronto, aí está o último requisito.
Depois de chegar ao nome, o Sr. Teixeira conversou com o novo técnico alguns pequenos detalhezinhos, coisa pouca, duas horas de conversa resolveram tudo, apenas pra se certificar que tudo correria à sua maneira. Uma boa idéia seria que o novato, ao ser apresentado, chegasse com um discurso de renovação. 'Pera lá, não pode ser uma renovação rápida e inquisitória, como quer o povo', deve ter exclamado o presidente. Tem que ser algo gradual, para que não hajam pressões por parte da opinião pública, algo que deve ser feito 'com critérios'. Para atrair a confiança de todos, o 'capitão do tetra' também deve incluir em seu discurso, palavras de motivação, vibração e que ele traria para o comando da selecção toda a vontade que tinha nos relvados. Plano executado com perfeição: alegria e alívio do presidente, curiosidade e entusiasmo da população e desconfiança da imprensa (a parte que ainda tem opinião própria, quero dizer, que não mantém com o Sr. Teixeira nenhuma relação profissional).
É da sabedoria de todos a forte influência que o digníssimo Sr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, exerce no seleccionado canarinho. Depois do fracasso no Mundial 2006, com denúncias e críticas a sair de toda a parte, os homens do poder decidiram que era hora de mudar. Ou, ao menos, decidiram que era hora de parecer que estavam a mudar. Trocaram algumas palavrinhas com o Sr. Parreira, já que não eram necessários longas conversas para convencê-lo de que seu tempo à frente da selecção já havia passado, da mesma maneira que Henry passou pelos defensores brasileiros ao anotar o gol da desclassificação verde e amarela. Ao mister, só restou abaixar a cabeça, como fez Roberto Carlos.
Página virada, era a hora de escolher um novo 'comandante' para o avariado barco brasileiro. O Sr. Presidente reuniu-se com seus acessores e formulou um plano. Teria de ser alguém novo, inesperado, que tivesse credibilidade com a torcida, mas que aceitasse sugestões de superiores no seu trabalho. Após muito pensar, o Sr. Teixeira chegou ao nome ideal. Dunga! Preenche com louvor todos os requisitos. Não tem absolutamente nenhuma experiência como treinador, não estava entre os prováveis candidatos de acordo com a imprensa, tinha uma imagem respeitável com a torcida, imagem de um lutador, guerreiro em campo e líder. Como todo novato que recebe uma oportunidade destas, Dunga não iria querer desapontar o chefe que lhe proporcionou essa chance. Pronto, aí está o último requisito.
Depois de chegar ao nome, o Sr. Teixeira conversou com o novo técnico alguns pequenos detalhezinhos, coisa pouca, duas horas de conversa resolveram tudo, apenas pra se certificar que tudo correria à sua maneira. Uma boa idéia seria que o novato, ao ser apresentado, chegasse com um discurso de renovação. 'Pera lá, não pode ser uma renovação rápida e inquisitória, como quer o povo', deve ter exclamado o presidente. Tem que ser algo gradual, para que não hajam pressões por parte da opinião pública, algo que deve ser feito 'com critérios'. Para atrair a confiança de todos, o 'capitão do tetra' também deve incluir em seu discurso, palavras de motivação, vibração e que ele traria para o comando da selecção toda a vontade que tinha nos relvados. Plano executado com perfeição: alegria e alívio do presidente, curiosidade e entusiasmo da população e desconfiança da imprensa (a parte que ainda tem opinião própria, quero dizer, que não mantém com o Sr. Teixeira nenhuma relação profissional).
Agora, só nos resta esperar. Ainda que pense que Dunga não nos levará à lugar algum, ele tem minha torcida.







