Precisávamos de um Maestro

Não atribuo a vitória brasileira à entrada de Robinho, à melhora na movimentação ofensiva ou o melhor desempenho de Ronaldo. Parreira ganhou aquela partida ao colocar Juninho entre os titulares. Já estava claro que sua entrada era um fator decisivo para um melhor desempenho brasileiro. A melhora na movimentação ofensiva, o melhor desempenho de Ronaldo, o bom futebol jogado por Ronaldinho, tudo isso foi desencadeado pela entrada de Juninho.
Também tenho que destacar a entrada de Gilberto Silva, que foi simplesmente perfeito em sua função e possibilitou uma maior liberdade ofensiva. A dupla de médios funcionou perfeitamente, desarmando, marcando, não deu espaços aos fracos japoneses e soube sair com a bola. Mas o que mais me impressionou foi a parte ofensiva. Ao mesmo tempo em que melhoraram o desempenho defensivo, conseguiram uma movimentação bem maior do meio-campo, especialmente de Ronaldinho. Todos sabíamos que isso iria acontecer, Parreira sabia que isso iria acontecer, mas não queria dar o braço a torcer. Só colocou Juninho no time quando se tornou inevitável não fazê-lo.
Ao analisar o aspecto tático do meio-campo, não notamos muita diferença em relação àquele Brasil dos dois jogos anteriores. Gilberto Silva atuou como primeiro médio-defensivo, da mesma maneira que joga Émerson. Juninho jogou como um médio central, a cair mais pela esquerda, como Zé Roberto. Ronaldinho desta vez não se prendeu tanto no lado esquerdo, como faz no Barcelona e se movimentou mais por toda a área ofensiva, conseguindo boas jogadas pelo meio. Kaká não atuou bem, mas ocupou o mesmo espaço de sempre, sempre pela direita. Porém, desta vez preferiu jogadas coletivas, especialmente com Cicinho e Robinho ao invés das costumeiras arrancadas solitárias pela direita. E a entrada de Robinho contribuiu e muito para a melhor variação de jogadas da equipe, possibilitando melhor toque de bola.
A diferença toda consiste no aspecto técnico. Gilberto Silva pode até não desarmar como Émerson, mas sua destreza com a bola aos pés está anos-luz à frente do jogador da Juventus. Juninho fez com que o time saísse da comodidade e se movimentasse, fazendo fluir o jogo ofensivo brasileiro. Com ótimos passes, bons remates de longe e estimulando a movimentação ofensiva, Juninho foi o melhor em campo, isso é fato. Ao jogar menos preso na esquerda, Ronaldinho conseguiu boas triangulações com Ronaldo e distribuiu bem o jogo. Kaká teve a ajuda de Cicinho e Robinho, e mesmo não brilhando tanto quanto em outros jogos, fez do jogo coletivo o mais importante. Estava claro que não iria haver 'mágica' com Adriano e Ronaldo em campo, ocupando o mesmo espaço. Com Robinho entre os titulares, há maior mobilidade e a parte ofensiva direita fica mais fortalecida.
Juninho entrou, correu, marcou, passou, marcou gol e encantou a todos. Me parece que no meio de todos aqueles artistas do samba, ele é uma espécie de mestre de bateria, que rege o ritmo de seus companheiros, aquele que sabe exatamente a hora de acelerar o ritmo ou segurar mais o ímpeto da equipa.
PS: E a atuação 'calem-se, críticos!' da rodada, ficou por parte de Ronaldo. Sempre acreditei que ele podia ser um fator de desequilíbrio, e ontem esteve a provar isso.
Também tenho que destacar a entrada de Gilberto Silva, que foi simplesmente perfeito em sua função e possibilitou uma maior liberdade ofensiva. A dupla de médios funcionou perfeitamente, desarmando, marcando, não deu espaços aos fracos japoneses e soube sair com a bola. Mas o que mais me impressionou foi a parte ofensiva. Ao mesmo tempo em que melhoraram o desempenho defensivo, conseguiram uma movimentação bem maior do meio-campo, especialmente de Ronaldinho. Todos sabíamos que isso iria acontecer, Parreira sabia que isso iria acontecer, mas não queria dar o braço a torcer. Só colocou Juninho no time quando se tornou inevitável não fazê-lo.
Ao analisar o aspecto tático do meio-campo, não notamos muita diferença em relação àquele Brasil dos dois jogos anteriores. Gilberto Silva atuou como primeiro médio-defensivo, da mesma maneira que joga Émerson. Juninho jogou como um médio central, a cair mais pela esquerda, como Zé Roberto. Ronaldinho desta vez não se prendeu tanto no lado esquerdo, como faz no Barcelona e se movimentou mais por toda a área ofensiva, conseguindo boas jogadas pelo meio. Kaká não atuou bem, mas ocupou o mesmo espaço de sempre, sempre pela direita. Porém, desta vez preferiu jogadas coletivas, especialmente com Cicinho e Robinho ao invés das costumeiras arrancadas solitárias pela direita. E a entrada de Robinho contribuiu e muito para a melhor variação de jogadas da equipe, possibilitando melhor toque de bola.
A diferença toda consiste no aspecto técnico. Gilberto Silva pode até não desarmar como Émerson, mas sua destreza com a bola aos pés está anos-luz à frente do jogador da Juventus. Juninho fez com que o time saísse da comodidade e se movimentasse, fazendo fluir o jogo ofensivo brasileiro. Com ótimos passes, bons remates de longe e estimulando a movimentação ofensiva, Juninho foi o melhor em campo, isso é fato. Ao jogar menos preso na esquerda, Ronaldinho conseguiu boas triangulações com Ronaldo e distribuiu bem o jogo. Kaká teve a ajuda de Cicinho e Robinho, e mesmo não brilhando tanto quanto em outros jogos, fez do jogo coletivo o mais importante. Estava claro que não iria haver 'mágica' com Adriano e Ronaldo em campo, ocupando o mesmo espaço. Com Robinho entre os titulares, há maior mobilidade e a parte ofensiva direita fica mais fortalecida.
Juninho entrou, correu, marcou, passou, marcou gol e encantou a todos. Me parece que no meio de todos aqueles artistas do samba, ele é uma espécie de mestre de bateria, que rege o ritmo de seus companheiros, aquele que sabe exatamente a hora de acelerar o ritmo ou segurar mais o ímpeto da equipa.
PS: E a atuação 'calem-se, críticos!' da rodada, ficou por parte de Ronaldo. Sempre acreditei que ele podia ser um fator de desequilíbrio, e ontem esteve a provar isso.

2 Comments:
E será que o maestro vai continuar a ditar o ritmo da música? Esperemos que sim...
e tudo indica que Parreira colocará o craque no banco. Após sua entrevista hoje ao ser alegado se mudaria seu esquema em virtude da contusão de Robinho, Parreira disse que não mudaria o esquema. Apenas em último caso.
Parece que a escalação será a mesma dos dois primeiros jogos e consequentemente a atuação corre junto.
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