Pequenos, mas só por enquanto
Fato interessante que vem ocorrendo na Europa nos últimos anos, é o surgimento de novas forças futebolísticas. Clubes antes considerados de pequeno e médio porte, têm se tornado uma verdadeira dor de cabeça para as equipes mais tradicionais. É claro que esses clubes não se tornarão grandes forças, a nivel continental de uma hora pra outra, mas se continuarem nesse ritmo, dentro de 10 ou 15 anos poderão dominar o cenário europeu. São clubes muito bem estruturados, administrados de maneira muito responsável e têm a seu favor uma série de fatores. O principal deles é o fato de, por serem equipes sem muita tradição, a pressão da torcida e da imprensa por resultados e títulos é muito menor do que em clubes de grande porte, caso de Real Madrid, Manchester United, entre outros. Isso faz com que se possa trabalhar com tranquilidade, com metas a serem cumpridas a médio e longo prazo. Grande parte dessas novas forças do futebol do Velho Continente, não tem tradição (ou seja, conquistas ao longo de sua história que justificam respeito de seus adversários), quase sempre estão localizados em cidades de médio porte, onde não há pressão por resultados e geralmente, é o único clube da cidade, o que faz com que receba apoio integral de toda a população local. Outro fator que facilita o fortalecimento dessas equipes, é que para uma equipe que sempre habitou divisões inferiores, só pelo fato de estar na Primeira Divisão de seu país, já representa grande conquista para toda sua torcida, não importando a colocação final. Mas um contraste que existe, e que é muito positivo nessa escalada de clubes pequenos, é que mesmo com toda a tranquilidade da torcida e sem cobrança de resultados, os dirigentes dessas equipes, por sua vez, são muito profissionais e ambiciosos. Sempre estão a aspirar o sucesso de suas equipes, procurando cada vez mais vôos mais altos e glórias.
El Madrigal lotado em dia de jogo: clubes pequenos contam com total apoio local
Se tem uma equipe que pode ser citada nessa categoria de "clubes emergentes", esse clube chama-se Villarreal. Simplesmente porque se encaixa em todas essas características citadas acima. Até alguns anos atrás vivia sempre em divisões inferiores. Somente na temporada 1986/7 a equipe conseguiu chegar a Segunda B (ou seja, Terceira Divisão). Desde essa temporada, a equipe se alternava entre divisões regionais, Segunda B e Segunda Divisão, mas na temporada 1997/8 a equipe conseguiria chegar a tão sonhada Primeira Divisão, estreando em 31/08/1998. Mas o sonho do Submarino Amarillo, durou pouco. Somente uma temporada, e já estavam de volta a Segunda Divisão. Apesar da decepção, os amarelos não se abateram e voltaram a Primeira Divisão logo na época seguinte, ou seja no ano de 2000. Desde então tem se mantido na elite espanhola. Nos primeiros anos na Liga, a equipe não fez mais do que o que se esperava dela. Apenas se manteve, mesmo que sem muito brilho. Depois de consolidar seu lugar na Primeira Divisão, chegou a hora de crescer. Com o aumento das cotas de televisão, rendas de ingressos e venda de alguns jogadores, o Villarreal tinha dinheiro em caixa. E soube bem o que fazer com ele. Trouxe um técnico com grandes conquistas no futebol argentino, o chileno Manuel Pellegrini, e com ele, vieram bons jogadores argentinos. O primeiro a chegar foi o lateral Rodolfo Arruabarrena, vindo do Boca Jrs. em 2000, e que hoje é um dos grandes líderes da equipe. Entretanto, uma contratação que foi um marco nessa escalada ao sucesso da equipe, foi o empréstimo do inadaptado no Barcelona, Juan Román Riquelme. A partir daquele ponto, o Submarino Amarillo mostrou que chegou na Primeira pra ficar, e para brigar por títulos. Riquelme é hoje, um dos maiores jogadores do continente europeu, e praticamente, o "dono" do time. Temporada passada, os amarelos conseguiram chegar a um histórico terceiro lugar, e consequentemente classificação a Liga dos Campeões. Na atual temporada, com a equipe disputando as duas competições, o desempenho na Liga não tem sido tão bom quanto o da temporada passada, mas mesmo assim não está a fazer feio. Como já citei em posts anteriores, é muito difícil para equipes que não possuem plantéis muito profundos disputar sua liga doméstica e uma competição européia ao mesmo nível.
Outros exemplos de clubes que vêm ao longo dos anos, subindo de produção e incomodando os grandes de seus países, são AZ Alkmaar (da Holanda), Palermo (da Itália) e Bolton Wanderers (da Inglaterra), entre outros.
El Madrigal lotado em dia de jogo: clubes pequenos contam com total apoio localSe tem uma equipe que pode ser citada nessa categoria de "clubes emergentes", esse clube chama-se Villarreal. Simplesmente porque se encaixa em todas essas características citadas acima. Até alguns anos atrás vivia sempre em divisões inferiores. Somente na temporada 1986/7 a equipe conseguiu chegar a Segunda B (ou seja, Terceira Divisão). Desde essa temporada, a equipe se alternava entre divisões regionais, Segunda B e Segunda Divisão, mas na temporada 1997/8 a equipe conseguiria chegar a tão sonhada Primeira Divisão, estreando em 31/08/1998. Mas o sonho do Submarino Amarillo, durou pouco. Somente uma temporada, e já estavam de volta a Segunda Divisão. Apesar da decepção, os amarelos não se abateram e voltaram a Primeira Divisão logo na época seguinte, ou seja no ano de 2000. Desde então tem se mantido na elite espanhola. Nos primeiros anos na Liga, a equipe não fez mais do que o que se esperava dela. Apenas se manteve, mesmo que sem muito brilho. Depois de consolidar seu lugar na Primeira Divisão, chegou a hora de crescer. Com o aumento das cotas de televisão, rendas de ingressos e venda de alguns jogadores, o Villarreal tinha dinheiro em caixa. E soube bem o que fazer com ele. Trouxe um técnico com grandes conquistas no futebol argentino, o chileno Manuel Pellegrini, e com ele, vieram bons jogadores argentinos. O primeiro a chegar foi o lateral Rodolfo Arruabarrena, vindo do Boca Jrs. em 2000, e que hoje é um dos grandes líderes da equipe. Entretanto, uma contratação que foi um marco nessa escalada ao sucesso da equipe, foi o empréstimo do inadaptado no Barcelona, Juan Román Riquelme. A partir daquele ponto, o Submarino Amarillo mostrou que chegou na Primeira pra ficar, e para brigar por títulos. Riquelme é hoje, um dos maiores jogadores do continente europeu, e praticamente, o "dono" do time. Temporada passada, os amarelos conseguiram chegar a um histórico terceiro lugar, e consequentemente classificação a Liga dos Campeões. Na atual temporada, com a equipe disputando as duas competições, o desempenho na Liga não tem sido tão bom quanto o da temporada passada, mas mesmo assim não está a fazer feio. Como já citei em posts anteriores, é muito difícil para equipes que não possuem plantéis muito profundos disputar sua liga doméstica e uma competição européia ao mesmo nível.
Outros exemplos de clubes que vêm ao longo dos anos, subindo de produção e incomodando os grandes de seus países, são AZ Alkmaar (da Holanda), Palermo (da Itália) e Bolton Wanderers (da Inglaterra), entre outros.

4 Comments:
Atenção que o Az Alkmaar já foi finalista vencido da Taça Uefa no inínio da década de 80 (julgo que em 81-82), foi elimiminado salvo erro pelo Ipswich do Bobby Robson, e no ano passado, chegou às meias-finais da mesma competição.
De resto tudo o que disseste da pressão da massa associativa com que não têm de lidar e da organização calha que nem uma luva no AZ. Só queria mesmo referir que eles já têm nome na Europa.
Bom post, como de costume. O Villareal é um bom exemplo de pequenos clubes a dar cartas na europa...
http://www.futebolacimadetudo.blogspot.com/
croissants, tem razão. mas o que tentei dizer é que tem vindo a crescer mais nos ultimos anos (:
Bom post, Marcelo! De facto, o Villarreal é um excelente exemplo. Um clube que há pouco tempo era (se não me engano) filial do Valencia, compete agora com os grandes de Espanha e da Europa.
Em Portugal, o Braga é também um clube em franco crescimento...
Tb postei no Tackle. Saudações!
Publicar um comentário
<< Home