17 dezembro 2005

Teamgeist


Desde a Copa de 1950 que Brasil ou Alemanha estão presentes nas finais, exceção feita a Copa de 78. A presença do Brasil não é muito difícil de explicar. Afinal, somos o "País do Futebol". Sempre revelando grandes jogadores, bons treinadores e de talento inquestionável. Claro que existem exceções, como o time campeão mundial em 1994. Mas vamos tentar entender o lado da Alemanha. Nunca primaram pela habilidade, muito menos pela ofensividade. Em 54 operaram um milagre. Liderados por Fritz-Walter os alemães venceram os mais que favoritos húngaros, que contavam com Hidegkuti, Kocsis, Puskas, entre outros. Até hoje, aquela vitória é conhecida como "Milagre de Berna". Já em 66 tinham um bom time, mas perderam. Não quero entrar no mérito da discussão quanto ao gol (ou não) dos ingleses. Vamos à 74. Anfitriões, jogaram o suficiente para ganhar da Holanda na final, orquestrados pelo Kaiser, Franz Beckenbauer. Em 82 perderam para os italianos, liderados pelo Bambino d'Oro, Paolo Rossi. Já em 86, a única falta de sorte dos alemães foi enfrentar a Argentina, ou melhor, Diego Armando Maradona (ao meu ver, o maior de todos os tempos). Daí pra frente é história. Na Itália, em 90, não deu para Dieguito e seus companheiros. Na final contra a Argentina, vitória dos alemães, agora unificados, por 1x0, gol de pênalti de Andreas Brehme. E em 2002, Brasil e Alemanha se enfrentaram na final, e como todos sabem, com show de Ronaldo, Rivaldo e Cia, o Brasil se sagoru pentacampeão mundial. Uma dos pontos fortes dos alemães sempre foi o lado psicológico. Me parece que nascem para decisões, sempre estão preparados para qualquer tipo de desafio, não temem a ninguém. E tem uma coisa que pouquissimas equipes tem. Espirito de equipe, ou Teamgeist, como queira. É incrível a capacidade de superação e ajuda mútua dos alemães. Isto também está presente em sua história, afinal perderam duas guerras, e se reergueram com louvores das duas. Um povo batalhador que não desiste ante a maior dificuldade. Esse é o povo alemão.