30 dezembro 2005

Só Henry resolve?


Para começar essa série de análises, começarei com a França. Sempre foi uma seleção que viveu de ciclos. Uns bons, outros nem tantos. Na década de 50 jogava um grande futebol com Kopa e Fontaine. Nas décadas de 60 e 70 ficou em baixa. Já no mundial de 78, surgia uma grande estrela: Michel Platini. Mas os franceses não tiveram sorte no sorteio e caíram logo na primeira fase da competição. Em 82, com Platini em seu auge, a França jogou um grande futebol, que a levou até a semifinal, onde perdeu para a Alemanha, em uma batalha épica. Mas em 84, os franceses se redimiram e venceram a Eurocopa em sua casa. Na Copa de 86, mais uma vez, os alemães acabaram com a festa dos franceses. Após a saída de Platini, a França viveu momentos não muito bons no futebol, ficando fora das Copas de 90 e 94. Em 98, como anfitriões, fizeram um bom time. Empurrados pela torcida e pelo talento inquestionável de jogadores como Zidane, Lizarazu e Petit. Além de jogadores com muita garra como o capitão Didier Deschamps e os defensores Desailly e Thuram. No Mundial da Coréia e Japão, muito se esperava dos franceses, mas com a lesão de Zidane e problemas internos, caíram na primeira fase. Agora, quem vive seu grande momento, é Thierry Henry. Mais experiente, mais inteligente e cada vez mais, mortal. No Arsenal, é a peça principal. Sem Henry, os Gunners se perdem em campo.


A atual seleção da França alinha, basicamente com: Coupét; Reveillére (Sagnol), Boumsong, Thuram e Gallas; Vieira, Dhorasoo (Diarra), Zidane e Wiltord (Giuly); Henry (Govou) e Trezeguet (Cissé).


O treinador Raymond Domenéch alinha no 4-4-2. Com Vieira e Dhorasoo mais atrás, e Zidane mais avançado pela esquerda, e Wiltord mais pela direita. No papel, os franceses tem uma grande equipe, mas sofrem com algumas dificuldades, principalmente defensivas. Ao que me parece, Vieira não rende na Seleção o que rende na Juve, e isso enfraquece o sistema defensivo, do qual ele deveria ser o principal na contenção à frente da defesa. Dhorasoo é um jogador mais de toque de bola, e organização do meio-campo. A marcação não é o seu forte. Já Zidane, está em fim de carreira, não é mais aquele Zidane de 3, 4 anos atrás, mas ainda assim é um craque, e como todo craque, pode decidir uma Copa com um lance de genialidade. Me agrada muito ver jogar Wiltord, um jogador que mesmo não sendo mais um garoto (já tem 31 anos) ainda tem arrancadas em direção à linha de fundo que são impressionantes. Sempre procura um cruzamento ou um bom passe, e é uma das razões do atual sucesso do Lyon. No ataque, não há o que falar. Henry e Trezeguet são uma das melhores duplas de ataque da história do futebol francês. Henry, um dos grandes do futebol mundial, assim como Trezeguet. Quanto aos suplentes, destaco Alou Diarra, médio defensivo de grande capacidade de marcação e boa saída de bola. Além é claro, de jogadores como Giuly, Malouda e Cissé, que está em boa fase no Liverpool. Como todo seleccionado, os franceses tem pontos fortes e fracos. Entre os pontos fortes, destacaria o poder ofensivo da equipe, além do ótimo goleiro Coupét. Já entre os pontos fracos, Domenech deveria se preocupar com sua defesa. Sinceramente não confio em Boumsong como titular da França e Dhorasoo poderia dar lugar a Diarra, para aumentar o poder de marcação da equipe. Com tudo, os franceses tem uma boa seleção (não tão boa quanto à de 98) e podem chegar a uma semifinal, quem sabe. É um time em processo de renovação, depois do fiasco de 2002, e de um time em renovação, nunca pode se esperar muito. A pergunta é: Será que só Henry resolve, assim como faz no Arsenal? A resposta para esta pergunta teremos que esperar até 9 de junho, data da estréia frente a Suíça.

20 dezembro 2005

Encuanto hay otros que tienblam, La Bombonera late


Depois da final da Copa Sulamericana no domingo frente ao Pumas, fiquei convencido de uma coisa. Não existe no futebol mundial estádio tão intimidador quanto La Bombonera. É impressionante a pressão exercida pela apaixonada torcida boquense. Na disputa de penaltis, foi decisiva para a vitória Xeneíze. Ao longo dos últimos anos La Bombonera foi palco de grandes vitórias do Boca, e também foi fator decisivo em tais conquistas. Um dos treinadores que sabia usar como ninguém a pressão a seu favor era Carlos Bianchi, que se tornou especialistas em Copas. Em partidas de ida e volta, já era dada como certa a vitória em casa para os boquenses. É um espetáculo ver uma partida em La Bombonera, mesmo que seja pela televisão. Espetáculo de cores, de faces, de paixão incondicional a duas cores e mais, fanatismo ao extremo. Me agrada assistir jogos do Boca. Acho que tudo conspira para o sucesso boquense. Desde sua origem humilde no bairro portuário de La Boca, sua fundação por imigrantes genoveses, a escolha do Azul y Oro para cores do clube até a construção de La Bombonera. É impressionante ver a paixão dos torcedores. Em lugar nenhum do mundo se vê daquilo. São torcedores pendurados nos alhambrados, a mítica La 12 cantando com suas mil bandeiras atrás de um dos gols, a avalanche de torcedores nas Populares quando há gol, Dieguito com seus colares pulando em um dos camarotes. Isso é Alberto J. Armando, ou simplesmente La Bombonera. E quanto ao título do post, deixo os Gallinas do River explicarem...

18 dezembro 2005

Nada a declarar


Como sabemos, há injustiças no mundo do futebol.

17 dezembro 2005

Teamgeist


Desde a Copa de 1950 que Brasil ou Alemanha estão presentes nas finais, exceção feita a Copa de 78. A presença do Brasil não é muito difícil de explicar. Afinal, somos o "País do Futebol". Sempre revelando grandes jogadores, bons treinadores e de talento inquestionável. Claro que existem exceções, como o time campeão mundial em 1994. Mas vamos tentar entender o lado da Alemanha. Nunca primaram pela habilidade, muito menos pela ofensividade. Em 54 operaram um milagre. Liderados por Fritz-Walter os alemães venceram os mais que favoritos húngaros, que contavam com Hidegkuti, Kocsis, Puskas, entre outros. Até hoje, aquela vitória é conhecida como "Milagre de Berna". Já em 66 tinham um bom time, mas perderam. Não quero entrar no mérito da discussão quanto ao gol (ou não) dos ingleses. Vamos à 74. Anfitriões, jogaram o suficiente para ganhar da Holanda na final, orquestrados pelo Kaiser, Franz Beckenbauer. Em 82 perderam para os italianos, liderados pelo Bambino d'Oro, Paolo Rossi. Já em 86, a única falta de sorte dos alemães foi enfrentar a Argentina, ou melhor, Diego Armando Maradona (ao meu ver, o maior de todos os tempos). Daí pra frente é história. Na Itália, em 90, não deu para Dieguito e seus companheiros. Na final contra a Argentina, vitória dos alemães, agora unificados, por 1x0, gol de pênalti de Andreas Brehme. E em 2002, Brasil e Alemanha se enfrentaram na final, e como todos sabem, com show de Ronaldo, Rivaldo e Cia, o Brasil se sagoru pentacampeão mundial. Uma dos pontos fortes dos alemães sempre foi o lado psicológico. Me parece que nascem para decisões, sempre estão preparados para qualquer tipo de desafio, não temem a ninguém. E tem uma coisa que pouquissimas equipes tem. Espirito de equipe, ou Teamgeist, como queira. É incrível a capacidade de superação e ajuda mútua dos alemães. Isto também está presente em sua história, afinal perderam duas guerras, e se reergueram com louvores das duas. Um povo batalhador que não desiste ante a maior dificuldade. Esse é o povo alemão.

16 dezembro 2005

Mais um inglês no caminho dos Encarnados.


Pois é. Era hoje o grande dia para os benfiquistas. O tão esperado sorteio das Quartas de final da Liga. Tudo bem que nessas horas não se pode escolher adversários, mas bem que o Benfica podia ter dado um pouco mais de sorte. Liverpool, atuais campeões, time que tenho muita admiração, conforme já demonstrei no post abaixo. Tudo bem que o primeiro confronto é no Estádio da Luz. Mas em compensação, o segundo é em Anfield. E lá, os Reds são quase imbatíveis. A única chance dos Encarnados passarem à próxima fase é estarem iluminados na noite de 21 ou 22 de fevereiro. E ainda assim, os ingleses precisam estar em um terrível dia. Ainda assim, há esperança. Quanto aos outros confrontos, o que mais me detem a atenção é Chelsea x Barcelona. Aposto todas minhas fichas nos comandados de Mourinho, assim como na última temporada. Dessa vez vou arriscar, quem passa para as semi-finais: Chelsea, Real Madrid, Juventus, Bayern, Lyon, Internazionale, Liverpool e Villareal. E aos benfiquistas deixo uma lembrança: o FC Porto de Mourinho, na temporada 03/04. Ninguem esperava, mas chegaram ao topo. Contando que o Benfica não tem técnico nem elenco tão brilhantes quanto aquele dos Dragões, uma semi-final já estaria de bom tamanho.

15 dezembro 2005

Estão a encantar


Depois de ver o jogo do Liverpool na manhã de hoje, me rendi ao futebol de Steven Gerrard e seus companheiros. Um dos times mais eficientes que já vi jogar. De obediência tática impressionante. Uma equipe que, quando está a jogar, deixa todos pensando que é facil chegar àquele nível de futebol. Me encanta o modo de jogar do time comandado por Rafa Benítez, com toques rápidos, jogadores eficientes. Um futebol simples, é verdade, mas encantador. Incrível como não erram passes, tanto faz um toque lateral de 5 metros, como um lançamento de 50 metros para o ataque. Muito bem treinados, entrosados e guerreiros, mostraram isso na final épica contra o Milan. Gerrard é um dos maiores de todos os tempos em sua posição. São raros os jogadores tão completos, tanto no ataque quanto na defesa, e com tanta potência física. Além de um grande espírito de liderança. Os Reds tem um time muito equilibrado, muito bom em todas as partes do campo. Contam com 2 bons goleiros, excelentes zagueiros, um líder e craque, além de bons atacantes. Mas o que impressiona é o entrosamento desse time. Os jogadores sempre parecem saber onde estão seus companheiros naquele momento. Não posso dizer que joga "bonito", na essência da palavra (o "futebol-arte" tão idolatrado em decadas passadas), mas joga o futebol moderno, de marcação, aplicação tática e força de maneira majestosa. O Liverpool é a combinação perfeita da habilidade individual dos latinos, no caso dos espanhóis, com a disciplina tática dos ingleses. Uma mistura entre o jogo de toques rápidos e curtos, com os longos lançamentos que deram fama aos britânicos. E quanto ao jogo de domingo, são favoritos.

11 dezembro 2005

Palpites pra Copa.

Prognósticos? Só depois do jogo.

Como dizia o glorioso João Pinto, autor de grandes pérolas futebolisticas.